"O Brasil, por ser tão grande, não admite mais o pensamento curto e ações fragmentadas" (Aécio Neves, 2 de setembro)
Falando nisso...
Aécio Neves voltou a falar hoje (2/9) sobre a sua posição na discussão que tem sido travada em relação ao pré-sal. Aécio defende que uma parte significativa dos royalties do pré-sal sejam utilizados para sanar problemas crônicos que todo o Brasil enfrenta atualmente, especialmente nas áreas da saúde e da educação.
"Não há drama maior para a população brasileira, sobretudo de mais baixa renda, do que o serviço de saúde pública no Brasil e também investimentos na educação, a grande fronteira a ser ultrapassada", ressalta Aécio.
Ele entende que os estados produtores devam receber um percentual maior dos recursos gerados, devido aos gastos com investimentos e com a recuperação de danos que possam ser causados, mas acredita que seja "absolutamente impensável que uma parcela expressiva desses recursos deixe de ser aplicada no restante do país".
Aécio é também a favor da criação de um fundo específico para essas áreas, que seja aplicado nos demais estados, que só possa ser utilizado se o destino for comprovado.
Por ser um assunto delicado, que visivelmente requer mais discussões, Aécio não compreende a pressa para a aprovação, no Congresso, da proposta apresentada. Para ele, é necessário um prazo "não de noventa dias, mas quem sabe de alguns poucos meses a mais, para que possamos aprovar consensualmente algo que não é propriedade de um governo ou de um partido político. É propriedade da população brasileira".