Eles criaram histórias ou versos que povoaram a nossa imaginação. Com suas frases tecidas em tantos livros, marcaram a história de Minas Gerais e foram a prova pura de que a alma desse estado reside, sobretudo, nas palavras e no sonho. Escritores e poetas mineiros foram homenageados, por Aécio Neves, com o projeto Linha Verde Literária, lançado, na manhã de hoje (26/11), na Cidade Administrativa Tancredo Neves, em Belo Horizonte.
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Familiares de escritores participam da homenagem do governo de Minas à literatura mineira
Entre tantos nomes especiais que representam a maior riqueza cultural do estado, foram escolhidos 13 escritores e poetas do século XX, fundamentais para a literatura brasileira, para emprestarem seus nomes a viadutos e a uma trincheira dispostos na Linha Verde, o caminho que vai do aeroporto internacional, em Confins, até Belo Horizonte. A seleção coordenada pelo escritor Bernardo Queirós não foi uma tarefa fácil, mas todos os autores da lista final, sem dúvida, merecem ser lidos e lembrados para sempre.

Viaduto Carlos Drummond de Andrade, após ter sido batizado. Foto: Omar Freire / Imprensa MG
Com o projeto, quem chega à cidade pela MG 010 passa por baixo de viadutos com os nomes de “Carlos Drummond de Andrade”, “Pedro Nava”, “Murilo Rubião”, “Oswaldo França Júnior”, “Aníbal Machado”, “Abgar Renault”, “Henriqueta Lisboa”, “Hélio Pelegrino”, “Otto Lara Resende”, “Fernando Sabino”, “Paulo Mendes Campos”, “João Guimarães Rosa” e “Roberto Drummond”.

Aécio com os familiares de Carlos Drummond de Andrade, Aníbal Machado,
Abgar Renault e Guimarães Rosa. Fotos: Rafa Aguiar / Aécio Blog
“A partir de agora, meu pai será lido,
lembrado e homenageado por milhares de pessoas
e de mineiros que diariamente transitarão pela Linha Verde”
(Wilma Guimarães Rosa)

E com os parentes de Hélio Pelegrino, Henriqueta Lisboa
e Fernando Sabino. Fotos: Rafa Aguiar / Aécio Blog
“Acredito ser importante um governo que se preocupa
em preservar a memória cultural de um país”
(Bernardo Sabino, filho de Fernando Sabino)
Durante o lançamento do projeto, Aécio Neves entregou a cada familiar dos autores uma reprodução dos marcos que foram instalados abaixo de cada viaduto, com um trecho de suas obras. Foi um emocionante encontro de homens que valorizam a cultura e que sabem o quanto o passado é importante para o desenvolvimento de um país.

"Ao darmos (aos viadutos da Linha Verde) o nome de algumas das principais
referências culturais de Minas Gerais na literatura,
nós estamos nos aproximando um pouco, aqueles que nos visitam,
da história de nosso estado. Muitos dos visitantes que chegarão
pela Linha Verde vão se deparar com Carlos Drummond de Andrade,
com Otto Lara Resende, com Guimarães Rosa,
e vão encontrar uma identidade ainda maior com o que Minas
tem de melhor, que é a sua história, que são os seus valores"
(Aécio Neves)