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Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2009 |
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Folha de São Paulo, 17 de Abril de 2008 |
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Do tamanho do Brasil
Por Ana Vasco, 26 de Outubro de 2009, 01h26
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O principal tema político da semana foi, sem dúvida, a formação de alianças partidárias. No Brasil, disse o presidente da república, em entrevista ao Jornal Folha de S. Paulo, é impossível governar sem elas. Sim, todos sabem que os termos usados foram outros, mas a essência está aí e não há como discordar dela.
Muita gente se assustou com o óbvio: governar sem apoios é atuar com arbitrariedade, é a centralização do poder e a falta de condições para a mobilidade e a negociação. O Brasil não só necessita de alianças porque tem um sistema político que exige isso, como também necessita delas porque são a expressão prática do trabalho democrático.
Nenhum governo consegue se sustentar sem elas. Fernando Henrique precisou unir as forças do PSDB, do PFL, do PMDB e do PTB. Lula, eleito por uma bancada minoritária, logo precisou aliar-se a quem estava na oposição. Em seu segundo mandato, foi eleito com o apoio de uma coalizão de 12 partidos.
Voltando lá atrás na história, Tancredo Neves se elegeu, dando fim à ditadura no Brasil, com o apoio de dissidentes do PDS e da grande maioria dos governadores do nordeste - em uma aliança democrática que refletia o desejo e as múltiplas aspirações de um povo. Em Minas, Aécio foi eleito, em 2002, com o apoio de 12 partidos. Em seu segundo mandato, a coligação era composta por 10 legendas. Em 2008, a aliança informal conduzida por Aécio, firmada entre o PSDB, o PSB e o PT possibilitou o que parecia impossível: a integração de forças consideradas antagônicas no plano nacional em torno de um projeto único, a eleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda.
A nossa história nos prova que as alianças na política não significam, necessariamente, a fragilização de ideologias, a sobreposição de bandeiras, as livres concessões. Aliar-se pode ser o resultado do desejo de aglutinação de forças e de pessoas diferentes, para um projeto amplo e viável. É dessa forma que se cria um projeto de país e não de poder. A "política do bem" exige a generosidade do compartilhamento do poder; as discussões abertas; as trocas de aprendizado e de projetos programáticos.
Com alianças sólidas, os partidos não apenas conquistam um espaço maior para a apresentação de suas propostas para a sociedade, como também criam condições futuras de governabilidade.
Aécio Neves sabe da importância das alianças e não tem a pretensão de ver o seu partido atuar sem elas. Por isso defende, inclusive, o compartilhamento partidário da chapa que será apresentada. E segue assim, agradecendo as manifestações de apoio ou as confissões de preferências, mas trabalhando por muito mais: por uma união sólida de pessoas que desejem o mesmo projeto de desenvolvimento e de fortalecimento do Brasil, que ultrapassam barreiras partidárias e estaduais. A aliança de Aécio é com a sociedade! Uma aliança do tamanho do Brasil.

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