A Cidade Administrativa Tancredo Neves é o mais importante projeto
que o arquiteto Oscar Niemeyer oferece a Minas Gerais.
O complexo, com cerca de 800 mil metros quadrados,
abrigará cinco enormes prédios, um auditório
com capacidade para 490 pessoas, estacionamentos, restaurantes,
lagos artificiais, jardins, agências bancárias, lojas e até um heliponto.
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A construção mais impressionante do conjunto arquitetônico sem dúvida
é o Palácio Tiradentes, a futura sede do governo, onde ficará o governador,
o vice e seus assessores diretos. O prédio de quatro andares,
revestido de vidro, com grandes alças em concreto,
que aparenta estar suspenso no ar,
tem o maior vão livre do mundo, com 147 metros de comprimento.

A partir do segundo semestre de 2010, cerca de 16 mil servidores,
que hoje trabalham em 53 diferentes unidades do governo estadual,
espalhadas pela capital mineira, já estarão ocupando a Cidade Administrativa
e atendendo um público flutuante estimado em mais de 5 mil pessoas.
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O valor da obra - cerca de R$ 948 milhões - é custeado integralmente
pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig),
uma estatal que só pode gastar seus recursos
com obras de infraestrutura e desenvolvimento, em Minas Gerais.

A Secretaria de Planejamento do Estado calcula que a centralização
das unidades de trabalho gere uma economia
de R$ 85 milhões por ano - valores atualmente gastos com aluguéis,
energia elétrica e serviços de manutenção, telefonia e transporte.

Com esta obra, Aécio Neves marca definitivamente sua gestão em Minas Gerais.
E essa é uma construção que reflete bem os traços de seu governo:
moderno, com foco na eficiência, na economia e na gestão,
mas sempre preocupado com o desenvolvimento social das regiões
menos favorecidas. Um projeto questionável para quem tem medo de sonhar
e de ousar, para tornar real o que parece impossível.