Hoje foi um dia de muitos encontros importantes para Aécio Neves, em Roma, na Itália. Para começar, ele se reuniu com o presidente da Terna - Rete Elettrica Nazionale S.p.A (Terna S.p.A), Flavio Cattanio, e com o diretor-geral da Terna Participações, Alessandro Fiocco, para discutir sobre a transmissão do controle acionário da empresa - comprada em abril - para a Cemig, ainda neste mês. Até então, a Terna é controlada pelo governo italiano.
Depois, Aécio foi recebido pelo ministro da Defesa, Ignazio La Russa, que é também presidente do partido do governo, Popolo Della Liberta; com o secretário do Conselho de Ministros, Gianni Letta - um dos principais auxiliares do presidente Silvio Berlusconi; e com o ministro da Economia, Giulio Tremonti. E com eles tratou dos mais variados assuntos, além, é claro, da parceria estabelecida entre a estatal italiana e a empresa de energia de Minas Gerais, a Cemig.
A Terna Participações S.A., empresa adquirida pela Cemig por R$ 2,2 bilhões, atua no mercado de transmissão de energia elétrica e está presente nos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Em 2008, o faturamento do Grupo Terna foi superior a R$ 400 milhões no Brasil. Com aquisição, a Cemig amplia em 65% sua rede de transmissão.
Com o ministro Giulio Tremonti, Aécio discutiu, ainda, sobre a situação de estabilidade econômica do Brasil e sobre a necessidade de reformas estruturais, que precisam ser realizadas, independente do resultado eleitoral, em 2010.
O secretário Gianni Letta conversou com Aécio sobre a importância da unidade da Fiat instalada em Minas Gerais, para o Grupo italiano. Tanto Letta quanto Aécio disseram acreditar que a pior fase da crise econômica mundial já passou.
Sobrou tempo até mesmo para Aécio encontrar-se com Píer Ferdinando Cassini, o presidente do UDC, o partido oposicionista ao governo italiano; e com o secretário-geral do partido, Lorenzo César. Aécio já conhecia Píer desde a época em que era presidente da Câmara dos Deputados, enquanto Cassini presidia a Câmara italiana.

Aécio com o ministro da Economia da Itália, Giulio Tremonti - Foto: Fabrizio Romiti

Djalma Morais, Flavio Cattanio, governador Aécio Neves e Gianni Letta - Foto: Fabrizio Romiti

Aécio com o secretário do Conselho dos Ministros da Itália, Gianni Letta,
e com o ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa - Fotos: Fabrizio Romiti

Aécio com o presidente do UDC (partido oposicionista ao governo), Píer Ferdinando Cassini
Foto: Fabrizio Romiti
"Tive a oportunidade de conversar com algumas das principais
autoridades políticas da Itália, inclusive, com o ministro da Economia,
com o ministro da Defesa e há, entre todos eles,
uma grande expectativa em relação ao que ocorre no Brasil,
sobre o processo de crescimento por que passa o Brasil.
Não se planeja estrategicamente um investimento
ou parcerias no campo político sem que o Brasil tenha um papel de destaque".
(Aécio Neves, após encontro com os ministros da Itália.
Roma, 6 de outubro de 2009)