Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada nesta quarta (16/9), Aécio Neves põe fim a uma séria de especulações sobre a definição do candidato do PSDB à Presidência da República. Nada de acordos, nada de disputas internas acirradas. Aécio continua defendendo as prévias como o melhor instrumento para a escolha interna e para a mobilização das bases.
"Quando falo em outros instrumentos, é porque essa não é uma decisão solitária. Reafirmo que seria um grande equívoco o PSDB novamente definir seu candidato a partir de um pequeno grupo", afirma.
Aécio Neves também acredita que, nas pesquisas, é preciso que se avalie sempre os níveis de conhecimento e de rejeição, bem como a possibilidade de ampliação de alianças. "Seria natural que buscássemos, desde já, além do DEM e PPS, agregar alguns outros atores vitais para a governabilidade. Não cabe a mim dizer quem tem melhores condições para construir essa aliança. Mas tenho trabalhado na busca da atração de outros parceiros. (...) Meu perfil, a construção política que fiz ao longo da vida, me permitiriam atrair alguns outros atores. Digo isso respaldado pelas manifestações públicas desses atores. ", disse Aécio.
E adianta: para as próximas eleições, defenderá o fim da polarização partidária, que sempre dificulta tanto a governabilidade, no país. "O Brasil está em busca de uma nova convergência política".
Aécio garante que apoiara a decisão do partido independente da escolha firmada, mas não pretende ocupar o posto de vice ou compor uma chapa sem a participação efetiva de partidos aliados.
"É hora de termos cautela. Trabalharmos a construção de um projeto para o país. As pessoas precisam olhar para o candidato do PSDB e identificar com clareza algo novo, algo diferente do que está aí", ressalta.
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