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Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2001 |
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Correio Braziliense , 19 de Dezembro de 2001 |
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Aécio conta detalhes sobre a morte de Tancredo
Por Ana Vasco, 6 de Setembro de 2009, 22h44
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Por Vitor Hugo Soares,
editor do Bahia em Pauta
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que recebeu o título de cidadão baiano nesta quinta-feira (3/9), em cerimônia concorrida na Assembleia Legislativa da Bahia, se emocionou a ponto de embargar a voz em vários momentos e precisar fazer pausas prolongadas para se recompor e conter lágrimas.
Mas isso não aconteceu no plenário da Assembleia, onde discursou e recebeu a honraria, e sim durante a longa, reveladora e comovente entrevista que Aécio concedeu no início da noite, na Rádio Metrópole, no programa de Mário Kertész. Na conversa, conduzida com estilo de um âncora que sabe falar e ouvir, o governador contou fatos e detalhes segundo ele jamais revelados sobre os últimos dias do avô Tancredo Neves. Depois da conversa, muitos ouvintes ligaram, alguns também ainda emocionados, para elogiar entrevistado e entrevistador.

Hospitalizado na véspera de tomar posse na presidência da República, vitima de uma aparentemente banal crise de diveticulite, Tancredo não parou mais de sofrer até a morte no dia 21 de abril, depois de sucessivas falhas médicas e hospitalares que beiraram o absurdo", segundo o governador mineiro.
"Eu não merecia isso!". Segundo Aécio foram estas as últimas palavras ditas por seu avô, segurando seu braço, nos derradeiro momentos de vida. No dia seguinte à cirurgia realizada no Hospital de Base de Brasília, o presidente pressentiu o desastre ao levantar-se do leito pela primeira vez:
"Rompeu tudo", disse Tancredo ao neto, ao sentir que os pontos da cirurgia se haviam rompido. Depois, foram mais sete sofridas cirurgias nas mãos de profissionais sem competência técnica e em hospital sem controle e organização gerencial. Aécio ficou compungido até quase as lágrimas ao recordar que mais de 40 pessoas tiveram acesso à area restrita onde o presidente Tancredo estava internado em tratamento de alto risco de infecção.
Quando Tancredo estava sendo transferido de maca do apartamento para o centro cirúrgico do HB, alguém que a família não conseguiu identificar, chegou a levantar o lençol que cobria o rosto do presidente, para ver o seu estado.
"Algo incrível", falou com voz embargada o governador de Minas. Foi então que a família decidiu, a qualquer custo, transferir o presidente eleito para o Hospital das Clínicas, em São Paulo .
Mas já era tarde demais. No hospital paulista os sofrimentos de Tancredo Neves continuaram, até o suspiro final.
"O resto todo o povo brasileiro conhece", disse Aécio Neves na entrevista na Metrópole.
Jornalismo é isso. De primeira!
(publicação autorizada pelo autor)

Comentários(1)
nazaré | 09/09/2009 | 00:53 Até hoje quando leio ou ouço falar sobre a morte do presidente Tancredo Neves me emociono. Senti muito a perda do presidente e muito mais do conterrano estimado por todos sanjoanense. que ele esteja hoje na santa paz e com ajuda de deus possa iluminar a trajetoria politica do governador Aecio Neves que tambem estimo muito.
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