Hoje (5/9), no dia nacional da Amazônia, não temos motivos para grandes comemorações. Embora todos os regitros apontem a progressiva redução do destamamento da floresta nos últimos anos, os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) ainda indicam números alarmantes: entre agosto de 2008 e julho de 2009, foram desmatados 4.375 mil km² da região, o equivalente a três vezes o território da cidade de São Paulo.
Para Aécio Neves, a solução para esse quadro está na criação de fórmulas de desenvolvimento sustentável e de geração de renda que redirecionem as pessoas que vivem na região para outros trabalhos economicamente viáveis. "No momento em que ficamos alheios à necessidade de estabelecer, ali, instrumentos novos para outras políticas, estamos permitindo que continue havendo desmatamento ilegal como ainda existe hoje", afirmou Aécio.
Em Minas Gerais, a questão ambiental tem sido tratada com prioridade. Nesta sexta-feira (4/9), Aécio assinou um decreto que regulamenta a nova lei florestal do Estado e estipula metas para a preservação e recuperação da mata nativa. As novas normas limitam o consumo de matéria-prima florestal nativa e estabelecem punições rigorosas para as empresas que forem responsáveis por grandes desmatamentos.
"Qualquer pessoa que queira pensar o Brasil com seriedade para as próximas décadas tem que incluir a questão da sustentabilidade no seu programa. Essa não é uma bandeira isolada. Qualquer ação de governo dever a ter a preocupação com a preservação ambiental", afirma Aécio.