"Aécio Neves é um dos políticos jovens nas mãos de quem ficará a política nacional a partir da próxima eleição.
Temos uma chance grande de ver mudar o quadro gerencial do governo e da política nacional a partir de 2010.
Junto com uma nova safra de políticos como Eduardo Campos, Eduardo Braga, Beto Richa, Sérgio Cabral, José Roberto Arruda, entre outros, Aécio Neves será, sem dúvida, o redator de uma nova história política do Brasil. Sua gestão à frente do Governo de Minas permite projetar novos tempos para a administração pública nacional".
(Jack Correa, Vice Presidente de Assuntos Governamentais
da Coca-Cola, divisão Brasil)
Ela foi pura força. Essa é a sensação mais intensa que a lembrança de Dona Risoleta Tolentino Neves provoca. Foi um mulher simples, discreta, docemente elegante, sem grandes ambições, conduzida pela vida e por um grande amor a um destino lancinante. Dona Risoleta foi para o Brasil o retrato mais claro da resistência. Foi espelho e alma.
Passeio de família, na Fazenda da Mata.
A avó materna de Aécio Neves nasceu em Cláudio, uma pequena cidade no interior de Minas, em julho de 1917. Educada em um colégio de freiras, aprendeu a valer-se da fé para superar desafios. Conheceu Tancredo quando era ainda era jovem, em São João del Rei. Casou-se com 21 anos, com aquele que foi o namorado de toda uma vida. E foi com esse amor puro de menina, banhado de cumplicidade e delicadeza, que Dona Risoleta acompanhou Tancredo, cortando arestas, aliviando cansaços, ao longo de toda a sua trajetória política.
Dona Risoleta com sua filha, Dona Ines Maria, e seus netos Andrea e Aécio (ainda bebê)
Mas de repente da história de entrega e vitória fez-se o drama. Ao perder Tancredo, o presidente eleito do Brasil, Dona Risoleta não ficou apenas sem o homem que representava a transição para um país. Ela perdeu o chão, o riso, o sonho. E em nome do amor tão grande que provou na vida, soube se manter em pé, deixou o povo brasileiro chorar por si mesma e silenciou sua dor, para ser amparo.
Foto: Wellington Pedro / Imprensa MG
Ontem, dia 21 de setembro, o Brasil completou seis anos sem Dona Risoleta. Assim como Tancredo, ela deixou marcas, moldou comportamentos, marcou uma época. Foi exemplo de coragem, força e solidariedade. De sua história, o que resta, para cada um que a amou - tendo passado muito tempo ao seu lado ou conhecendo-a apenas por imagens embaçadas - foi o grande exemplo de dignidade. Cabe a cada um fazer ou não dele um evangelho para sua vida... Dona Risoleta foi tão grande quanto aqueles que ela mais admirou.
"Sejam fortes. Aqui vocês têm um exemplo de dignidade.
Façam deste exemplo o evangelho de suas vidas"
(Dona Risoleta no leito de morte de Tancredo Neves,
dirigindo-se à sua família. 21 de abril de 1985)
"Aécio, sou sua admiradora incondicional e te desejo tudo de bom.
Sonho com você ocupando o maior cargo político desta Nação
e tenho certeza que meu sonho se concretizará. Boa sorte!
"Você é o cara do futuro".
A única coisa que posso te dar é o meu voto...
e, neste momento, eu o ofereço a você."
Aécio Neves recebe ganhou uma miniatura de um carro de coleta,
um presente da ex-presidente da Asmare, Maria das Graças Marçal
Aécio Neves com Anita Gomes, presidente do Movimento
Nacional da População de Rua, e José Carlos Carvalho,
secretário Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
"Política se faz com a participação do povo": essa frase de Anita Gomes, presidente do Movimento Nacional da População de Rua de BH, marcou a abertura do 8º Festival Lixo e Cidadania, na tarde de hoje (21/9), em Belo Horizonte. Foi seguindo esse mesmo princípio que Aécio Neves participou do evento, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos. Logo na entrada, Aécio foi recebido por atores e dançarinos e conduzido por grupos de catadores de materiais recicláveis, atentos a cada fala ou movimento de seu governador.
Logo em seguida, Aécio visitou a casa de materiais reciclados, projetada e construída pelo arquiteto Eduardo Maia Memória, em parceria com professores e estudantes da UFMG e da UEMG. "É uma extraordinária demonstração da capacidade que temos, não apenas no campo ambiental, de utilizar materiais recicláveis, mas também de transformar isso em uma grande alavanca social. Ela tem esses dois aspectos: estamos mobilizando gente e aproveitando materiais que não eram aproveitados anteriormente. E Minas está na frente. O nosso centro de tratamento de resíduos sólidos é pioneiro e projetos como esse, ainda embrionários, experimentais, podem, no futuro, ser aplicados em larga escala. O que buscamos são alternativas para os desafios do nosso tempo, reunindo a preocupação ambiental - e aí passamos pela reciclagem - com a preocupação social e a mobilização dos catadores de papel e recicladores", disse Aécio.
No auditório, acompanhado pelo ministro Patrus Ananias, que representou o presidente Lula no evento, Aécio assinou a regulamentação da Política Estadual de Resíduos Sólidos, que auxiliará as cooperativas e facilitará a inclusão social de catadores e recicladores. Ele também anunciou a disponibilização de uma linha de crédito subsidiada do BDMG, para auxiliar a organização de associações desses grupos. Aécio lançou, ainda, um plano de qualificação profissional específico para atender os catadores e recicladores. E assinou um convênio com o Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável, que visa a implantação de oito programas de coleta seletiva com inclusão social no Estado.
E foi assim, sem discursos populistas, mas com ações práticas, que Aécio Neves se dirigiu ao público presente. Política se faz com o povo e para ele. O resto é dispensável.
Na semana passada, Aécio Neves inaugurou, em São Paulo, o "Espaço Minas Gerais",
a casa mineira estabelecida no principal pólo de negócios da América Latina.
Ela é um espaço de divulgação das potencialidades econômicas, turísticas
e culturais de Minas Gerais, para brasileiros e empresários de todo o mundo.
Alguns dias após o evento, estivemos lá,
na rua Minas Gerais, esquina com a avenida Paulista,
para mostrar a fachada desse belo casarão para vocês.
Entre os dias 27 de julho e 4 de agosto de 1985, foi realizado, em Moscou, na antiga União Soviética, o 12º Encontro Mundial da Juventude Democrática. Aécio Neves presidiu a delegação brasileira participante, que reuniu cerca de 130 jovens das mais diversas áreas: atores, cantores, sindicalistas, políticos, estudantes, trabalhadores, atletas.
Moscou ferveu, durante o encontro, com mais de 20 mil participantes de todo o mundo. Sem dúvida, o evento serviu como uma promessa de abertura e integração, para o país. "Foi uma oportunidade muito importante conviver durante estes dias com as delegações e com os representantes de mais de 140 países. Foi um grande festival, uma organização soberba", disse Aécio, em entrevista para o jornal Folha de S. Paulo, em 85. E completou: "volto de Moscou acreditando que a social-democracia é o regime que melhor convém à participação, à liberdade, ao desenvolvimento e ao bem estar dos povos".
Durante o Encontro, Aécio discursou na Escola Superior da Juventude Comunista da União Soviética (Komsomol). Ele relatou sua experiência como neto e secretário de Tancredo Neves e sobre a participação da juventude brasileira na campanha pelas eleições diretas. Também defendeu a democracia como o sistema que melhor garante a liberdade de pensamento, "mola do progresso", e a liberdade individual, "fundamento para o pleno desenvolvimento da pessoa humana".
Na viagem, Aécio também estabeleceu fortes vínculos de amizade. Algumas das pessoas que conheceu no evento são seus amigos até hoje, como os cantores Fagner, Martinho da Vila, Evandro Mesquita, Fernandinha Abreu; o jogador de futebol Rivaldo; o cineasta Silvio Tendler. Foi uma viagem marcante para Aécio, não só como uma experiência pessoal, mas também como um estímulo para a carreira política que estava para começar...
Na foto, Aécio Neves (com 25 anos), ao lado de Silvio Tendler
e de mais um integrante da delegação, em Moscou.
Quem souber quem ele é, conte para a gente!
Após a morte
de Tancredo, Aécio Neves presidiu a delegação participante
do Encontro Mundial da Juventude Democrática. Onde foi realizado
esse evento?
"Sou um nacionalista, e digo isso com absoluta clareza, não apenas no discurso, na prática. Porque empresas públicas bem geridas podem cumprir seu papel econômico,
como a Cemig e a Copasa cumprem, com excelência,
e também podem responder pelos seus desafios sociais."
Como falar em Tancredo Neves sem recordar da efervescência política da década de 80, da luta popular pela restauração da democracia no Brasil? No documentário que o cineasta Silvio Tendler e o jornalista Roberto D Avila estão preparando sobre Tancredo - com previsão de lançamento para março de 2010 -, o pano de fundo será a Campanha das Diretas, o sonho de mudança e as ações que possibilitaram o fim dos tempos de ditadura.
O site da revista Rolling Stone publicou matéria sobre o assunto. Leia aqui.