O Brasil se acostumou com a prática do denuncismo e, sobretudo, com a espera pelo esvaziamento das críticas para a libertação dos pecados. Tudo é válido! É comum confundir-se denúncias contra governos com ataques pessoais, a liberdade de expressão com a agressão desqualificadora. E a ridicularização de governos ou de representantes eleitos legitimamente torna frágil o verdadeiro sentido de oposição e, consequentemente, de democracia.
Na tarde de hoje (27/10), a jornalista Míriam Leitão publicou um texto que, por outro ângulo, fala sobre essa mesma situação. Nele, Míriam enumera circunstâncias relacionadas ao governo federal, que ocorreram recentemente e que, na visão dela, não foram questionadas ou rebatidas corretamente pelos partidos que estão no campo da oposição.
Míriam está correta. A oposição, no Brasil, está paralisada. Se em algum tempo não esteve é porque se escorava no denuncismo e no radicalismo. Isso ocorre não por conveniência ou falta de posicionamento. Quantas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI’s) foram instauradas neste último governo e foram arquivadas ou estão paradas no Congresso? Quantas denúncias perderam o valor com o tempo ou a indisponibilidade para que fossem analisadas a fundo?
Sabemos que isso ocorre no Brasil não por omissão de um grupo político, mas porque o próprio sistema e a eterna briga entre forças partidárias opostas permitem os adiamentos, as falhas, os conluios e as injustiças. Além da votação de reformas estruturais importantíssimas, que não foram tratadas de forma prioritária pelos últimos governos, falta, ao parlamento, muitas vezes dividido pelo Poder Executivo, disponibilidade para o acordo em prol da verdade e do Brasil.
Um agravante para essa condição, que já é trágica, é a concentração de recursos e dos poderes de concessão orçamentária na esfera federal. Todos sabem que a União arrecada cerca de 80% da carga tributária e aplica nos estados e municípios de acordo com o seu tempo e suas prioridades, que muitas vezes não condizem com as necessidades e urgências dos entes federativos e da sociedade.
Essa concentração de renda provoca um sistema de negociações sem fim e um vínculo de dependência que tantas vezes inibe as críticas e os avanços compartilhados.
Entendam: isso não é uma justificativa para a situação que Miriam Leitão e todos nós verificamos, mas é uma das mais importantes causas, que precisa ser sanada com urgência. E qual é o caminho? Exatamente o que, ao longo dos anos, tem sido proposto por Aécio Neves: a defesa da implementação das reformas; a descentralização de recursos, com a criação de um novo pacto federativo, equilibrado e com forças mais independentes; e, principalmente, o abrandamento da polarização partidária ou ideológica - que impede a discussão de projetos a partir de um novo patamar, com compromissos e interesses nobres.
Uma reforma ampla, viabilizada pela vontade política e pela priorização da gestão, como a que Aécio se dispõe a fazer, é capaz de alterar não apenas esse cenário, como também mudar paradigmas e dar fim ao mal do denuncismo, das falhas nas apurações de fatos ou de punição dos responsáveis.
E é uma reforma assim que pode dar fim à disputa vazia de paternidade de projetos, que não permite a execução ampla das intenções iniciais; ou à utilização de programas sociais para promover o assistencialismo e a dependência.
Porque é evidente que tudo isso só pode mudar realmente quando os políticos e a sociedade se unirem, sem radicalismos, polarização partidária ou interesses privados, pela vontade de trabalhar a favor do futuro do Brasil.
(O cantor Zezé de Camargo, durante o lançamento
da Campanha de Valorização da Pessoa Idosa, no Palácio da Liberdade,
em Belo Horizonte, sobre o apoio que ele dá a Aécio em qualquer projeto)
O principal tema político da semana foi, sem dúvida, a formação de alianças partidárias. No Brasil, disse o presidente da república, em entrevista ao Jornal Folha de S. Paulo, é impossível governar sem elas. Sim, todos sabem que os termos usados foram outros, mas a essência está aí e não há como discordar dela.
Muita gente se assustou com o óbvio: governar sem apoios é atuar com arbitrariedade, é a centralização do poder e a falta de condições para a mobilidade e a negociação. O Brasil não só necessita de alianças porque tem um sistema político que exige isso, como também necessita delas porque são a expressão prática do trabalho democrático.
Nenhum governo consegue se sustentar sem elas. Fernando Henrique precisou unir as forças do PSDB, do PFL, do PMDB e do PTB. Lula, eleito por uma bancada minoritária, logo precisou aliar-se a quem estava na oposição. Em seu segundo mandato, foi eleito com o apoio de uma coalizão de 12 partidos.
Voltando lá atrás na história, Tancredo Neves se elegeu, dando fim à ditadura no Brasil, com o apoio de dissidentes do PDS e da grande maioria dos governadores do nordeste - em uma aliança democrática que refletia o desejo e as múltiplas aspirações de um povo. Em Minas, Aécio foi eleito, em 2002, com o apoio de 12 partidos. Em seu segundo mandato, a coligação era composta por 10 legendas. Em 2008, a aliança informal conduzida por Aécio, firmada entre o PSDB, o PSB e o PT possibilitou o que parecia impossível: a integração de forças consideradas antagônicas no plano nacional em torno de um projeto único, a eleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda.
A nossa história nos prova que as alianças na política não significam, necessariamente, a fragilização de ideologias, a sobreposição de bandeiras, as livres concessões. Aliar-se pode ser o resultado do desejo de aglutinação de forças e de pessoas diferentes, para um projeto amplo e viável. É dessa forma que se cria um projeto de país e não de poder. A "política do bem" exige a generosidade do compartilhamento do poder; as discussões abertas; as trocas de aprendizado e de projetos programáticos.
Com alianças sólidas, os partidos não apenas conquistam um espaço maior para a apresentação de suas propostas para a sociedade, como também criam condições futuras de governabilidade.
Aécio Neves sabe da importância das alianças e não tem a pretensão de ver o seu partido atuar sem elas. Por isso defende, inclusive, o compartilhamento partidário da chapa que será apresentada. E segue assim, agradecendo as manifestações de apoio ou as confissões de preferências, mas trabalhando por muito mais: por uma união sólida de pessoas que desejem o mesmo projeto de desenvolvimento e de fortalecimento do Brasil, que ultrapassam barreiras partidárias e estaduais. A aliança de Aécio é com a sociedade! Uma aliança do tamanho do Brasil.
Pela primeira vez na história, em todo o planeta, a população que vive nas grandes metrópoles é superior à de todas as demais regiões. O aquecimento global, o crescimento indiscriminado do desmatamento e o desgelo nos pólos são algumas das terríveis consequências imediatas desta desproporção habitacional.
Não podemos consertar o mundo, mas temos o dever de fazer a nossa parte. No Brasil, precisamos de um presidente que tenha competência e vontade política para elaborar projetos de desenvolvimento para todo o imenso e maravilhoso interior de nosso país.
Para que isso seja possível, é necessário descentralizar oportunidades. As populações dos mais distantes vilarejos, distritos e municípios brasileiros foram engolidas pela globalização e acabaram esquecidas, isoladas. Aécio Neves representa a esperança de dias melhores para todos os nossos compatriotas, justamente por que carrega consigo a bandeira da descentralização - a chave mestra para reduzirmos as injustiças sociais que sufocam e corrompem a cidadania de nosso povo.
É fácil perceber que Aécio, de fato, acredita e luta para promover uma integração maior entre todas as regiões do Brasil, pois o governador de Minas está conseguindo interligar por asfalto todas as 853 cidades mineiras. E é claro que este é também um caminho para chegarmos ao progresso e ao desenvolvimento. O crescimento da economia do estado de Minas Gerais comprova isso. A drástica redução nos índices de violência em Minas também é fruto da mentalidade inovadora, moderna e humanitária de Aécio Neves. Os habitantes das grandes cidades só têm a ganhar com a implantação de uma política descentralizadora. São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e a maioria das capitais brasileiras já estão superlotadas e sofrem com inúmeros problemas como, por exemplo, o trânsito caótico que inferniza os moradores dos grandes centros urbanos.
Precisamos de um presidente que tenha credibilidade com os produtores rurais do nosso país. O futuro do Brasil passa obrigatoriamente pelo campo. Quem acompanha as ações do governador mineiro sabe muito bem como foi importante sua intervenção direta em defesa dos pequenos, médios e grandes produtores de café. Aécio não procurou o ministro da Fazenda e intercedeu a favor dos cafeicultores só por que Minas responde por mais de 50% desta atividade no Brasil. Aécio Neves valoriza o homem do campo esteja ele no Sudeste, no Sul, no Centro-Oeste, no Norte ou no Nordeste brasileiro. É por tudo isto e muito mais que o Brasil vai de Aécio. E nem poderia ser diferente. Afinal, precisamos de um presidente do tamanho do Brasil. Portanto, a melhor opção para o Brasil um nome: Aécio Neves. Vamos lá! Abrace esta causa. Abrace o Brasil. Abrace a candidatura de Aécio...
(Colaboração especialíssima de João Paulo Medrado - Belo Horizonte, MG)
Imagens do Dia
Por Ana Vasco, 23 de Outubro de 2009, 02h02
Aécio recebeu, na tarde de ontem, o cantor Zezé di Camargo, no Palácio da Liberdade.
Zezé conheceu os cômodos do Palácio, um pequeno passeio pela história de Minas.
Este local da foto é o "quarto do governador", todo em estilo art-nouveau.
Depois, Aécio e Zezé participaram do lançamento
da "campanha de valorização da pessoa idosa".
Há quanto tempo você deu um abraço em seus avós? A campanha de valorização da pessoa idosa, lançada na tarde de ontem (23/10) por Aécio Neves, em uma parceria do governo de Minas com o Servas, nos faz pensar sobre a situação de todos os que chegam a uma idade avançada, no Brasil. E sobre o quanto cada um de nós tem dedicado atenção às pessoas mais velhas, que guardam com elas um pedaço importante da nossa própria história.
Só em Minas Gerais vivem, hoje, 2,8 milhões de idosos, cerca de 14% da população do Estado, segundo o censo 2007 do IBGE. Ao contrário da situação de outros países do mundo, aqui grande parte deles enfrenta problemas de abandono, depressão, solidão, preconceito, exclusão social. E é exatamente essa situação que fez o governo de Minas e o Servas levantarem essa bandeira a favor do respeito, da solidariedade e da vida.
Aécio lança a campanha com o apoio de representantes
de jornais e emissoras de TV do estado, para veiculação gratuita.
Para a campanha de valorização da pessoa idosa, foram realizados dois filmes. Em um deles, o cantor Zezé di Camargo, que também estava presente no evento, interpreta a música “Couro de Boi”, de Diogo Mulero e Teddy Vieira. Zezé não cobrou cachê pela sua participação.
Zezé di Camargo, Aécio e Andrea Neves, presidente do Servas
"É uma campanha que tem de ir além das fronteiras de Minas Gerais.
E ela tem essa capacidade de que não é muito comum em peças desse tipo.
Falo com muita sinceridade, a mim me tocou
e me deu vontade de ligar para casa.
Acho que todo mundo vai sentir um pouco uma cobrança íntima
daquilo que não vem fazendo, mas que poderia
estar fazendo cotidianamente
sem qualquer custo, sem qualquer trabalho a mais.
É uma campanha que não é do governo,
é uma campanha que os mineiros
estão oferecendo para o resto do Brasil”
(Aécio Neves, durante o lançamento da campanha)
Após o lançamento da campanha, Zezé di Camargo
e Luciana Tolentino Zica cantaram “Couro de Boi”.
Eles foram acompanhados pelo músico Geraldo Almeida ao violão.
Minas marcou presença na abertura da 37ª Abav - Feira das Américas, o maior evento de turismo da América Latina. Na manhã de hoje (21/10), no Riocentro, Aécio Neves acompanhou a abertura da feira, que neste ano tem Minas Gerais como estado patrono.
No início do evento, foi apresentado um vídeo produzido pelo videoartista Eder Santos, no qual os mineiros prestam uma homenagem a todos os estados brasileiros. Em seguida, músicos mineiros interpretaram músicas do Clube da Esquina; jovens encantaram a platéia com os "Objetos Voadores" da artista plástica Ana Gastelois; e o músico Marcus Viana cantou o hino nacional com harmonia e sotaque mineiro. Foi um belo sinal de largada para um evento que conta com a participação indireta de mais de mil empresas de Minas e que receberá cerca de 30 mil profissionais da área de turismo até sexta-feira (23/10).
Ovacionado em sua entrada, Aécio falou para os participantes sobre a importância de se interiorizar o turismo no Brasil. Ele também discorreu sobre as ações do governo de Minas que permitiram o desenvolvimento de municípios e regiões isoladas e que promoveram o turismo em todo o estado.
Foto: Omar Freire/Imprensa MG
“Esses investimentos que fizemos em Minas
ao longo dos últimos anos sete anos –
estamos ligando todas as nossas cidades por asfalto,
levando saneamento e água tratada a todos os nosso circuitos turísticos,
como a Estrada Real, o Sul de Minas, o próprio Vale do Jequitinhonha –
já nos coloca hoje na posição de segundo maior destino interno do Brasil.
Cerca de 10,5% do turismo interno no Brasil
tem tido como seu destino, Minas Gerais"
(Aécio Neves, no pronunciamento de abertura da 37ª Abav - Feira das Américas)
Aécio também não deixou de falar sobre o Rio de Janeiro, cidade que tem sido palco de uma série de episódios de violência nos últimos dias. "É uma preocupação de todos os brasileiros. É preciso que haja um esforço de cooperação ainda maior entre o governo federal e o governo do Estado no enfrentamento desta questão", disse Aécio. Segundo ele, só existem dois tipos de categorias: a das pessoas que amam o Rio e a das que não conhecem o Rio.
Foto: Wellington Pedro/Imprensa MG
No final do dia, em Ouro Preto (MG), Aécio participou, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas - uma parceria entre o governo federal e o governo de Minas, que visa a promoção e a recuperação do patrimônio histórico e artístico dos municípios envolvidos no programa.
Aécio também assinou convênio entre o governo de Minas, a Cemig, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais para substituir a fiação aérea por fiação subterrânea em 30 cidades históricas mineiras.
“O que queremos em Minas é dar exemplo de mais uma parceria,
uma parceria que demonstra a maturidade da vida pública brasileira,
onde há o tempo das eleições e há o tempo do trabalho.
Felizmente, o tempo do trabalho em conjunto é muito mais longo,
é muito mais extenso que o tempo das eleições.
Prefiro saudar as parcerias extremamente importantes
que aqui têm sido construídas em absolutamente todas as áreas,
muitas delas com a participação do governo federal e dos municípios"
(Aécio Neves, durante cerimônia de lançamento do PAC das cidades históricas)