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Brasil: as reformas que envolvem até os mais pobres
La Stampa (Itália) - 14 de Setembro de 2009
Por Aécio Neves


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Só uma combinação de importantes fatores pode explicar por que o Brasil conseguiu sair da crise global antes do que se previa, ao contrário da maioria dos países do mundo. O mais importante deles é que temos feito, ao longo dos últimos 15 anos, as reformas econômicas estruturais necessárias para assegurar a estabilidade, para reforçar o mercado financeiro, para modernizar o mercado de capitais e estimular a expansão significativa do mercado nacional, permitindo o acesso ao consumo de um importante segmento da população, com poder aquisitivo limitado.

Graças ao fim do dramático ciclo inflacionário e da nova moeda nacional, o país adotou as ferramentas que nos permitiu progredir rapidamente, como o regime de câmbio variável, o foco das contas públicas, a lei de responsabilidade fiscal, a supervisão independente e eficiente dos órgãos de controle público e os principais programas de transferência e melhora da distribuição de renda. A pobreza diminuiu; o mercado cresceu; aumentaram os investimentos internacionais; a produção interna se expandiu e tem sido diversificada; as reservas internacionais superaram recordes anteriores e os riscos foram reduzidos significativamente. Tudo isto tem gerado uma nova credibilidade e confiança no Brasil. Apesar de tudo, sofremos com a crise. O PIB brasileiro - que cresceu a taxas superiores a 5% ao ano - sofreu uma queda acentuada no último trimestre de 2008, devido à forte redução das exportações e da produção industrial, principalmente de bens de capital e bens de consumo duráveis.

Neste ano, espera-se que a variação acumulada do PIB seja entre -1% e 0. Em 2010, entretanto, a projeção de crescimento é estimada entre 4,5% e 5%, abaixo da tendência pré-crise, mas muito superior ao que se estima para as economias industrializadas e para outros países latino-americanos.

O recente terremoto econômico mostrou que a crise, em poucos dias, pode afetar as empresas que pareciam sólidas, feitas para durarem séculos, e evidenciou de forma dramática a fragilidade das instituições humanas. Por uma nova visão de mundo ou forçados por uma crise que virá, teremos que, em qualquer caso, atender a um cenário complexo - e inédito - a interdependência entre as nações. Este cenário exigiria, para todos os povos, não tanto os novos acordos comerciais, quanto um crescente compartilhamento de responsabilidades: temos um imperativo ético, moral e de sobrevivência de buscar uma verdadeira e necessária solidariedade global. Ou construimos isso fora dos limites tradicionais ou, em última análise, naufragaremos todos juntos, por causa da fragilidade do ambiente e do déficit social do mundo que estamos construindo.

(Tradução Aécio Blog)


Texto Original:

Brasile, le riforme hanno coinvolto anche i più poveri

Solo una congiunzione di importanti fattori consente di spiegare come mai il Brasile stia riuscendo a uscire dalla crisi mondiale prima del previsto, al contrario della maggior parte dei Paesi del mondo. Il più importante di questi è che abbiamo fatto, negli ultimi 15 anni, le riforme economiche strutturali necessarie per garantire la stabilità, per rinforzare il mercato finanziario, per modernizzare il mercato dei capitali e per stimolare la notevole espansione del mercato interno, permettendo l’accesso al consumo di un’importante fascia della popolazione, con limitato potere d’acquisto.

Grazie alla fine del drammatico ciclo inflazionistico e alla nuova moneta nazionale, il Paese ha adottato strumenti che ci hanno permesso di avanzare rapidamente, come il regime di cambio variabile, l’attivo nei conti pubblici, la legge di responsabilità fiscale, la supervisione autonoma ed efficiente degli organismi di controllo pubblico e importanti programmi per trasferire e migliorare la distribuzione dei redditi. La povertà è diminuita; il mercato interno è cresciuto; gli investimenti internazionali si sono moltiplicati; la produzione nazionale si è espansa ed è stata diversificata; le riserve internazionali hanno superato i precedenti record e i rischi sono stati sensibilmente ridotti. Tutto questo ha dato nuova credibilità e fiducia nel Brasile. Nonostante tutto ciò, con la crisi abbiamo sofferto. Il Pil brasiliano - che cresceva con tassi superiori al 5% annuo - ha subìto una brusca caduta nell’ultimo trimestre del 2008, a causa della forte riduzione delle esportazioni e della produzione industriale, principalmente di beni di capitale e di beni di consumo durevoli.

Quest’anno la variazione accumulata del Pil è prevista tra -1% e 0. Per il 2010, invece, la proiezione di crescita è stimata tra 4,5% e 5%, inferiore alla tendenza pre-crisi ma molto superiore alle stime per le economie industrializzate e per gli altri Paesi latino americani.

Il recente terremoto economico che ha messo in crisi, in pochi giorni, aziende che sembravano solide e fatte per durare secoli, ha evidenziato in maniera drammatica la fragilità delle istituzioni umane. O a seguito di una nuova visione del mondo o costretti dalle prossime crisi, andremo in ogni caso incontro a uno scenario di complessa - e inedita - interdipendenza tra le nazioni. Tale scenario esigerà, da tutti i popoli, non tanto nuovi accordi commerciali, quanto una crescente condivisione delle responsabilità: abbiamo l’imperativo etico, morale e di sopravvivenza di cercare un’autentica e necessaria solidarietà globale. O la costruiamo fuori delle frontiere tradizionali oppure, alla fine, naufragheremo tutti insieme a causa della fragilità ambientale e del deficit sociale del mondo che stiamo costruendo.





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